Município da Covilhã
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Mai.23.2017
Notícias
"7 MARAVILHAS DE PORTUGAL" - ALDEIA S. FRANCISCO DE ASSIS
27-03-2017

"7 MARAVILHAS DE PORTUGAL" - ALDEIA S. FRANCISCO DE ASSIS

No contexto do concurso "7 Maravilhas de Portugal" são dadas a conhecer as melhores aldeias que Portugal tem para oferecer. Num total de 7 categorias, o concelho da Covilhã apresenta 5 concorrentes. Aldeia de São Francisco de Assis (categoria Aldeias Monumento) A Aldeia de São Francisco de Assis é uma freguesia do concelho da Covilhã localizada numa zona denominada de Couto Mineiro. Situada na vertente sul do complexo montanhoso da Serra da Estrela e estando muito próxima do rio Zêzere, foi com o aparecimento de volfrâmio e o início da actividade mineira em 1881, que a vida social e económica desta freguesia sofreu várias alterações. O camponês transformou-se em operário mineiro e a população cresceu com vagas provenientes de outros pontos do país à procura de trabalho na indústria mineira. De facto, o complexo industrial das Minas da Panasqueira na Barroca Grande, é ainda hoje, considerado um dos mais importantes a nível europeu pela grande capacidade de exploração de volfrâmio e considerado o melhor Volfrâmio do Mundo. Países como os Estados Unidos, Japão, Alemanha e Inglaterra contam-se como destinos da exportação deste minério. O mineiro constitui uma figura central da cultura da Freguesia. Os exemplos de Património Habitacional em Xisto, o Monumento ao Cristo Operário e os Bairros habitacionais adjacentes às Minas são símbolos de como a cultura mineira modificou a paisagem serrana, onde o granito se mistura com o xisto em contraste com as estruturas industriais da exploração mineira. Percorrer esta aldeia é sentir o pulsar de uma vida dura, repleta de uma história viva que ainda hoje perdura.
"7 MARAVILHAS DE PORTUGAL" - S. JORGE DA BEIRA
27-03-2017

"7 MARAVILHAS DE PORTUGAL" - S. JORGE DA BEIRA

No contexto do concurso "7 Maravilhas de Portugal" são dadas a conhecer as melhores aldeias que Portugal tem para oferecer. Num total de 7 categorias, o concelho da Covilhã apresenta 5 concorrentes. S. Jorge da Beira (categoria Aldeias Monumento) A história de S. Jorge da Beira confunde-se com o percurso da exploração mineira do volfrâmio em Portugal. A aldeia é hoje um museu vivo repleto de histórias e de um modo de vida únicos. Os primórdios da exploração mineira do volfrâmio remontam ao século XIX, sendo o primeiro registo oficial das minas da Panasqueira datado de 25 de novembro 1898. Para uma melhor ilustração da importância das Minas, deve referir-se que em 1898, data da sua criação, a Mina empregava cerca de 100 pessoas passando para 5790 mineiros em 1943. Esta concessão abrangia as freguesias de S. Jorge da Beira na época designada por Cebola. Mais tarde as explorações alargaram-se para novas áreas. Em 1904 os ingleses entram na exploração mineira através do conde Burnay que inicia a primeira lavaria mecanizada localizada no rio Zêzere. A exploração do volfrâmio e toda a sua importância económica deram o mote à literatura através de Aquilino Ribeiro e Fernando Namora, abordando os primórdios da exploração nas minas da Panasqueira. Conhecer S. Jorge da Beira é também mergulhar na história mineira portuguesa e sentir a génese de um modo de vida que ainda hoje perdura.
"7 MARAVILHAS DE PORTUGAL" - SOBRAL DE S. MIGUEL
27-03-2017

"7 MARAVILHAS DE PORTUGAL" - SOBRAL DE S. MIGUEL

No contexto do concurso "7 Maravilhas de Portugal" são dadas a conhecer as melhores aldeias que Portugal tem para oferecer. Num total de 7 categorias, o concelho da Covilhã apresenta 5 concorrentes. Sobral de S. Miguel (categoria Aldeias Autênticas) Sobral de S. Miguel é “o coração do Xisto”, a aldeia orgulha-se de ser um dos maiores aglomerados de edifícios em xisto de Portugal e tem conquistado visitantes através da simplicidade de quem aqui vive, transmitindo o conhecimento ancestral através de várias "experiências" que oferece a quem a visita. Descobrir Sobral de S. Miguel é também redescobrir a tranquilidade de uma aldeia que se assume como autentica na sua relação com o passado. O casario desenvolve-se na margem esquerda da ribeira, como que em presépio. A ribeira banha os pés do aglomerado, sendo ligado por inúmeras quelhas com degraus ou por ruelas inclinadas que procuram contornar as habitações. A aldeia oferece ainda aos visitantes vários tipos de percursos, pela natureza, subindo ou descendo a serra, acompanhando a ribeira ou através das ruas estreitas da povoação. Conhecer Sobral de S. Miguel é também redescobrir sabores que o tempo preservou: pica de Cebola e Bacalhau ou de Chouriço, broa de milho saída do forno, quente e a fumegar, comida com queijo ou mel…e muitas outras delícias gastronómicas, degustando a sabedoria de quem nos serve. Sobral de S. Miguel fez parar o tempo para que a experiência de “Conhecer” seja irrepetível, vindo à memória os cheiros, sabores e cores, sentindo saudades das carícias da avó que nos ensinava, transmitindo uma sabedoria milenar.
"7 MARAVILHAS DE PORTUGAL" - TRIGAIS
27-03-2017

"7 MARAVILHAS DE PORTUGAL" - TRIGAIS

No contexto do concurso "7 Maravilhas de Portugal" são dadas a conhecer as melhores aldeias que Portugal tem para oferecer. Num total de 7 categorias, o concelho da Covilhã apresenta 5 concorrentes. Trigais (categoria Aldeias Remotas) Os Trigais são uma das aldeias mais pequenas e típicas da Beira Baixa. Da estrada que vai em direcção ao alto das Pedras Lavradas (uma das vias mais antigas entre a Covilhã e Coimbra) podemos vislumbrar a pequena aldeia, com telhados construídos com lajes de xisto. No Inverno, a paisagem rude veste-se com o fumo das chaminés. O relógio parou, o tempo passa lentamente contemplando a paisagem da montanha agreste e quase inacessível. Esta anexa da freguesia da Erada, localiza-se entre o sul e o poente, na encosta da Estrela, num local absolutamente remoto. As origens, a evolução, a história das suas gentes e do seu modo de vida, da sua relação com o "exterior", valem bem não apenas uma visita turística, mas alguns dias de repouso e de "regresso às origens", numa das mais pequenas e serranas aldeias da beira baixa. Os vários moinhos que ao longo dos tempos transformavam o grão em farinha, tocados pela água da Ribeira dos Trigais, tinham um funcionamento comunitário. Um deles funciona ainda com frequência, assim como o forno comunitário onde ainda hoje se cose o pão e se cozinha a chanfana. Nesta povoação onde quase toda a gente está ligada por laços familiares, cresceu um espírito comunitário que ainda hoje se observa. Percorrer esta aldeia serrana é também redescobrir velhas tradições e sentir o tempo da verdadeira ruralidade. O cultivo do medronho e a produção da famosa aguardente fazem as delícias dos paladares mais exigentes. A apicultura e a produção de mel são outras das atividades que a povoação ainda conserva.