OURONDO
[Administrativamente integra a União de Freguesias de Casegas e Ourondo]

Orago: Nossa Senhora da Assunção
População: 418 habitantes
Actividades económicas: Agricultura, indústria e comércio.(fábrica de confecções, construção civil, serração com fabrico de móveis, oficinas de frio e ar condicionado e casas de comércio vário)
Festas e romarias: São João - Relvas (Junho), Santo Amaro (3º Domingo de Julho), Nossa Senhora do Carmo (2º Domingo de Agosto), Nossa Senhora da Assunção (15 de Agosto)
Património Cultural e edificado: Igreja matriz, Santuário de Nossa Senhora do Carmo, capelas de Santo Amaro e de S. João e ponte de Ourondo/Casegas - arcos em granito
Outros locais de interesse turístico: Jardim Dr. Carlos Coelho, Fonte do Moinho, Fonte Velha e a Alagoa
Gastronomia: Borelhões, cabrito, filhós, bolos de leite, tigelada e broinhas
Artesanato: Cestos de Vime
Colectividades: Centro Cultural e Recreativo do Ourondo, Rancho Folclórico do Ourondo e Zés P'reiras
Anexas: Relvas

Situada entre dois cursos de água, a ribeira da Caia, a Sul, e o rio Zêzere, a Norte, a freguesia do Ourondo é uma das mais pequenas do concelho da Covilhã, não obstante a sua riqueza em recursos naturais e potencialidades endógenas. Dela avistam-se os cumes das Serras da Estrela e Gardunha, da Serra da Cebola e, mais próximo, a Serra da Maúnça.
Foi priorado do padroado Real, à qual pertencia, como anexa do Ourondo, o Bodelhão (actual Aldeia de São Francisco de Assis), dela tendo sido desanexado em 7 de Setembro de 1895 e considerada freguesia independente em 19 de Julho de 1900.
É de crer, estar na origem do seu nome a existência, outrora, de algumas minas de ouro, no sítio da Moita, sendo possível ainda hoje, observar a entrada de uma delas. Os mais velhos contam que foi encontrada uma roçadoura de ouro quando andavam a preparar o terreno para a implantação de uma vinha, a qual teria sido entregue ao dono desse mesmo terreno. Conta-se ainda que uma máquina, ao abrir os alicerces de uma construção, terá desabado, devido à fragilidade da composição do solo com que deparara e, devido ainda ao facto, deste mesmo, se encontrar minado. Não obstante, e contrariamente a uma versão de Ondas de Ouron a explicar a origem etimológica da freguesia, não deixa de haver quem considere o nome de Ourondo, o de um presumível povoador.
Um documento da Torre do Tombo referia a existência de uma ponte de cantaria sobre a ribeira da Caia, a qual deveria datar dos séculos XIV e XV, e teria estado ao serviço dos frades do Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe.
A Capela de S. João, cuja romaria é celebrada na freguesia, no terceiro fim de semana de Junho, situa-se à entrada de Relvas, e substitui uma outra, antiga, em estado de ruínas, junto à Fonte de S. João, a qual menciona ainda o referido documento da Torre do Tombo.
Do século XVII data a Igreja Paroquial, que apresenta no seu interior quatro altares laterais e um altar-mor em talha dourada. Sobre a sua construção, a tradição oral faz-nos chegar uma história curiosa. Quando se pensara na sua edificação, era ainda, local de culto, uma capela, situada onde hoje se chama "São Sebastião", que servia tanto a população da freguesia do Ourondo como a de Relvas, sua anexa.
Como a povoação do Ourondo era a que se situava, em "passos", a menor distância da capela, decidira a população de ambas as povoações, a tomar como a escolhida para lá construir a Igreja Paroquial.
Construída em 1946, a Capela de Santo Amaro, guarda a antiga imagem do santo a que presta devoção. A ela no 3º Domingo de Julho concorrem os locais e muitos visitantes. No chamado Cabeço do Prado ou Outeiro de São Gens, se localiza a Capela de Nossa Senhora do Carmo, onde existe um quadro cuja pintura retrata a morte de São Gens.
Detentor de um património habitacional riquíssimo com características muito próprias, sobretudo no que respeita ao casario de épocas remotas, é ainda possível hoje encontrar um relativo estado de conservação de algumas habitações senhoriais a par de outras mais modestas datando de inícios do Século XVIII. A Casa Paroquial, muito embora, recuperada, constitui-se como aquela, cuja data, se mostra um pouco mais recuada (1793). O material típico utilizado para a construção destas tradicionais habitações era a pedra milheira, o xisto, o barro e a madeira.
Existiam quatro fornos comunitários na freguesia: um na Rua Direita, outro na Freiria, outro no Lameirão e outro ainda em funcionamento, nas Relvas. Coziam o pão, as forneiras, a troco de uma "poia" (pão) que era maior ou menor consoante a quantidade da farinha. No fim do dia, a forneira dividia em partes iguais o número de poias com o dono do forno. Com excepção do forno das Relvas, que ainda vai funcionando, sobretudo em casamentos, foram estes fornos mantidos em actividade até finais da década de 60.
Dedicado ao estudo, à recolha e à preservação das tradições da freguesia, o Rancho Folclórico do Ourondo, fundado em Janeiro de 1937, por iniciativa do Arq. Salles Viana e de Esmeralda Salvado, mostra as gentes da terra, e de outras localidades do País, e até, do estrangeiro, aquilo que de mais precioso o povo guarda, de saberes, e experiência acumulados, ao longo dos anos e de várias gerações. As modas que cantam e dançam garantem a genuinidade de tão precioso tesouro. Os trajes que usam identificam a natural simplicidade dos usos e costumes do seu povo.
Rincão privilegiado de beleza natural incomparável. Acompanhamento espectacular. Gastronomia insuperável. Jardins e recintos invejáveis e deslumbrantes. Água abundante e cultura do folclore - isto é a Península de Ourondo.


Ver mais: em Câmara.Estrutura.Juntas de Freguesia


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