ESTÁTUA AO REI D. LUÍS I

Localização: Pelourinho (centro da cidade)

No Dia da Cidade, a 20 de Outubro de 2010, foi inaugurada no centro da cidade, junto à Igreja da Misericórdia, uma estátua do Rei D. Luís, que a 20 de Outubro de 1870 concedeu as prerrogativas de Cidade à Covilhã.
A estátua, com cerca de dois metros de altura é da autoria de Francisco Simões e foi erigida em bronze.
Considerado um dos mais conhecidos escultores da actualidade, Francisco Simões é natural de Almada, possui o curso de Escultura da Academia de Música e Belas Artes da Madeira, tendo sido bolseiro da OCDE, em Itália. Realizou 34 exposições individuais e participou em 55 mostras colectivas em Portugal e no estrangeiro. É autor de vários monumentos públicos, nomeadamente o Parque dos Poetas, em Oeiras.

BREVE HISTÓRIA DO REI D. LUÍS I (1838-1889)
Nome Completo: Luís Filipe Maria Fernando Pedro de Alcântara António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando de Saxe-Coburgo de Bragança.
Nasceu a 31 de Outubro de 1838, filho segundo da Rainha D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota. D. Luís herdou o trono, por morte de seu irmão mais velho, D. Pedro V, em 1861 e foi aclamado rei a 22 de Dezembro do mesmo ano. A 27 de Setembro do ano seguinte, casa-se com D. Maria Pia de Sabóia, filha do Rei Vítor Emanuel II de Itália.
Ficou conhecido como "o Popular" devido à manifesta adoração pelo seu povo. Eça de Queirós chamou-lhe "O Bom".
D. Luís era um homem culto e de educação esmerada, com temperamento de literato e de artista, entretendo-se a traduzir obras de William Shakespeare ou a tocar violino. Dotado de uma grande bondade, transformou o seu reinado de quase 28 anos num período de relativa acalmia política.
De temperamento calmo e conciliador, foi um modelo de monarca constitucional, respeitador escrupuloso das liberdades públicas. D. Luís era principalmente um homem das ciências, com uma forte paixão pela oceanografia. Investiu grande parte da sua fortuna no financiamento de projectos científicos e de barcos de pesquisa oceanográfica. Além disto, seguiu os passos de sua mãe, D. Maria II, mandando construir e fundar associações culturais.
Do seu reinado merece especial destaque o início das obras dos portos de Lisboa e de Leixões, o alargamento das redes de estradas e dos caminhos-de-ferro, a construção do Palácio de Cristal, no Porto, a abolição da pena de morte para crimes civis e a publicação do primeiro Código Civil.
É no reinado de D. Luís I que são fundados alguns partidos políticos portugueses: o Partido Reformista (1865), que ascendeu ao poder em 1868, o Partido Socialista Português (1875), com o nome de Partido Operário Socialista e o Partido Progressista (1876), que chega ao poder em 1879. No final do seu reinado, o Partido Republicano apresenta-se já como uma força política perfeitamente estruturada.
Morre em Cascais a 19 de Outubro de 1889. Sucede-lhe o seu filho Carlos, sob o nome de Carlos I de Portugal.
Jaz no Panteão dos Bragançãs, no Mosteiro de S. Vicente de Fora em Lisboa.


 



Início


<<

Página de acesso facilitado a utilizadores portadores de deficiência webdesign Assec Sim!