Município da Covilhã
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PROGRAMA CARNAVAL DA NEVE
26-01-2024

PROGRAMA CARNAVAL DA NEVE

COVILHÃ 09 > 13 FEV.2024 9 DE FEVEREIRO SEXTA-FEIRA 9h00 Pavilhão da ANIL Mexe-te no Carnaval 9h30 Avenida da ANIL e Alameda Europa Corso Social “Paz e Liberdade” 11h00 Pavilhão da ANIL Espetáculo musical com o Projeto “O Recreio da Anita” 10 DE FEVEREIRO SÁBADO 8h30 Planalto da Torre Passeio Carnaval da Neve 10h00 Penhas da Saúde Animação de Rua 14h00 Ice Arena (Penhas da Saúde) Carnaval no Gelo | Patinagem de Mascarados 22h00 Penhas da Saúde Concerto com “Papalhaçada Gang” Animação com DJ 22h30 Penhas da Saúde Baile de Mascarados com “DJ Viziny” 11 DE FEVEREIRO DOMINGO 10h00 Estância de Ski da Serra da Estrela Open Ski Carnaval da Neve 10h00 Penhas da Saúde Animação de Rua 15h00 Alameda Europa e Avenida da ANIL Desfile Carnaval do Mundo 16h30 Pavilhão da ANIL Baile Carnaval da Neve com “Emanuel Silva” 12 DE FEVEREIRO SEGUNDA-FEIRA 9h30 Complexo Desportivo da Covilhã Ginástica com Folia 10h00 Penhas da Saúde Animação de Rua 10h00 Ice Arena (Penhas da Saúde) Carnaval no Gelo | Patinagem de Mascarados 18h30 Complexo Desportivo da Covilhã Corrida dos Mascarados 20h00 Restaurantes das Penhas da Saúde Jantar Carnaval da Neve 2024 21h30 Pavilhão da ANIL Concerto “David Antunes & The Midnight Band” 23h00 Pavilhão da ANIL Grandioso Baile de Mascarados Carnaval da Neve “Band&Tarola” (Prémios melhores mascarados) 13 DE FEVEREIRO TERÇA-FEIRA 16h00 Praça do Município Animação com o Grupo de Bombos “Toca a Bombar” 17h30 Rotunda do Rato > Praça do Município Enterro do Entrudo C.C.D. Vitória de Santo António 18h00 Praça do Município Queimada à Montanheiro Clube Nacional de Montanhismo      
DA RAIZ DO TÊXTIL À REINVENÇÃO DE UMA CIDADE
22-01-2024

DA RAIZ DO TÊXTIL À REINVENÇÃO DE UMA CIDADE

A história da indústria têxtil na Covilhã é uma crónica de inovação e resiliência. Foi no século XVIII, sob a influência do Marquês de Pombal, que a atividade se transformou, com a fundação da Real Fábrica de Panos, em 1764. Com a introdução da primeira roda hidráulica em Portugal, em 1815, inicia-se verdadeiramente a afirmação da Covilhã como um pujante polo industrial. Esta inovação, aproveitando a força motriz das ribeiras da Serra da Estrela, antecedeu a adoção da máquina a vapor e simbolizou um notável avanço tecnológico. A roda hidráulica não apenas melhorou a eficiência da produção têxtil, como também demonstrou a habilidade local em harmonizar os recursos naturais com o progresso industrial. A mecanização revolucionou processos como a fiação, a tecelagem e a tinturaria, elevando a produção a patamares antes impensáveis. Artesãos, mercadores e inovadores afluíram à região, atraídos pela promessa de prosperidade. Elisa Pinheiro, historiadora, investigadora e primeira diretora do Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior, recorda como muitos desses trabalhadores acabavam a dormir nas próprias fábricas, enrolados nos panos e tecidos que produziam. A aprendizagem, que é acumulada e passa de geração em geração, reforça a vitalidade do ciclo da lã na Covilhã. A expansão da rede ferroviária facilita o transporte de matérias-primas e produtos acabados. O século XX, com a concorrência global e a deslocalização da produção, apresentou novos desafios para a indústria têxtil da Covilhã. Tecidos antifogo, acabamentos hidrófilos, fios produzidos de materiais reciclados são apenas alguns exemplos da inovação de uma indústria conseguiu reinventar-se. As antigas fábricas, agora transformadas em museus, espaços culturais, salas de aulas e residências são um testemunho de inovação, resiliência e transformação. A história têxtil da Covilhã é um exemplo vívido de como uma cidade se pode adaptar às mudanças dos tempos, respeitando as suas raízes enquanto abraça o futuro.
OS TECELÕES DE HISTÓRIAS DA COVILHÃ
09-01-2024

OS TECELÕES DE HISTÓRIAS DA COVILHÃ

A arte do debuxo moldou a indústria têxtil e a própria história da Covilhã. O saber dos mestres debuxadores, precursores empíricos das modernas técnicas de design industrial, garantia-lhes um papel de relevo na estratificação empresarial e na organização do trabalho. Jorge Trindade, ainda hoje formador e guardião dessa memória e saber, perpetua a arte do debuxo enfatizando a importância da renovação e inovação a partir do legado têxtil da região. Numa cidade onde há muito que a malha urbana está umbilicalmente ligada ao tecido industrial, a arte do debuxo na Covilhã transcende a mera funcionalidade, tornando-se a alma pulsante da indústria dos lanifícios. Entrelaçada nas linhas do tempo, é a história do debuxo e dos seus artesãos que dá cor e vida ao têxtil da região. Jorge Trindade faz parte da memória viva de um tempo em que “os melhores debuxadores eram disputados como são, hoje em dia, os jogadores de futebol”, conta o próprio. Dos melhores padrões e jogos de cor dependia o sucesso ou insucesso de uma empresa. A sua importância concedialhes, por isso, um papel destacado dentro da estratificação empresarial. Os melhores e mais disputados geriam, na verdade, os processos e projetos das empresas têxteis, sendo encarados como os precursores da importância do moderno design industrial.  Tendo crescido no seio de uma Covilhã laboriosa, onde as chaminés deli¬neavam o horizonte e os teares eram a sua banda sonora, a juventude de Jorge Trindade foi igual há de milhares da sua geração. Começou a trabalhar ainda criança como tintureiro. No início da década de 1970, mal dobrou os 14 anos necessários para estudar à noite, inscreveu-se na Escola Industrial e Comercial Campos Melo para fazer o curso de debuxo. Mais do que a aprendizagem de um novo ofício, foi a entrada num outro escalão social que lhe permitiu ganhar mundo e sonhar com outra vida.  Naqueles tempos, a Covilhã era um mosaico de pequenas fábricas, cada uma reproduzindo os modelos industriais de sempre, garantindo uma única fase das várias fases da indústria têxtil. Sem a robustez da atual organização vertical, onde se faz tudo dentro da mesma unidade fabril, a produção era relativamente pequena e para consumo nacional.  “Hoje produz-se num dia o que se fazia num mês. Todos os dias saem da Covilhã 40 a 50 mil metros de tecido, com metro e meio de largura. Vai daqui até à Guarda”, garante Jorge Trindade, rebatendo asser-tivamente a ideia que a indústria têxtil perdeu o peso que já teve na região.  “Claro que há menos pessoas a trabalhar e o encerramento de cada fábrica, nos anos 70 e 80, foi uma tragédia, mas, quando entrei, os teares mais evoluídos introduziam um fio 100 vezes por minuto. Hoje, em vez dessas 100 batidas fazem 600, e a introdução da trama já não é uma bobine de 60 ou 70 gramas, mas de cinco ou três quilos”, recorda Jorge Trindade.  O debuxo, diz este mestre, vai além do lado estético. É um diálogo entre o artista e a matéria, um conhecimento profundo das fibras e das necessidades do mercado.  “Um debuxador não é só um designer. Tem de conhecer os materiais e a quantidade de fios que cada centíme¬tro suporta. Sem o ‘calibre do fio’, ou faz panos que esgaçam, sem solidez, ou panos que nem se conseguem fabricar”, assevera Jorge Trindade. O DEBUXADOR TEM DE ENTENDER O MERCADO  Chegado da tropa, foi trabalhar para Gouveia, ficando surpreendido quando percebeu que, ao contrário do que era a prática enraizada na Covilhã, aí encon¬trava todo o processo produtivo na mesma unidade, da cardação, à penteação, tinturaria ou acabamentos.  “Foi como uma universidade para mim”, diz, lembrando que por essa altura começou a frequentar uma formação de marketing. A visão de conjunto que ganhou, ao trabalhar em todos os processos da fiação, fez com que quisesse ter o conhecimento do preço e dos produtos nas feiras internacionais. “A parte técnica é importante, mas não serve de nada fazer tecidos bonitos se ninguém os quiser comprar. O debuxador tem de ter um conhecimento do mercado e entendê-lo”.  A importância dos debuxadores para as empresas, e o salário incomparavelmente mais alto do que o dos restantes trabalhadores, fechava-os dentro do seu próprio conhecimento, recorda Jorge Trindade. “No meu tempo o debuxador era uma pessoa fechada que tinha o seu trabalho em gavetas. Concentrava em si o conhecimento. Quando cheguei deixei de lado as secretárias e passei a trabalhar em cima da mesa. Quanto mais souberem as pessoas que estão ao meu lado, mais fácil é o meu trabalho”.  Conscientes de que um debuxador bem-sucedido garantia mais e melhores  vendas, o peso que estes conquistaram no modelo de produção industrial fazia com que fossem uma espécie de “confessores, ou disciplinadores da própria empresa”, garante Jorge Trindade. Sem especificar nomes, este mestre recorda-se quando expulsou o próprio patrão da fábrica, “onde raras vezes ia e criava mal-estar junto dos trabalhadores”, dizendo que só se podia garantir a qualidade e produção dando o exemplo a partir de cima. A ideia de perder um dos debuxadores mais disputados fez com que o funcionário vencesse o braço de ferro. O peso dos debuxadores garantia que, mais do que desenhadores e criativos, eram a alma da empresa e a sua maior valia. Um bom debuxador fazia vender mais.  “Mesmo os grandes industriais que apareceram na Covilhã, como o Paulo Oliveira, foram debuxadores que depois montaram a própria empresa”, lembra Jorge Trindade.  Formador de debuxadores há 17 anos, nos corredores da Paulo Oliveira e Pentea¬dora, parece visivelmente satisfeito com o rejuvenescimento da atividade: “quase todos os debuxadores que aí estão passa¬ram pelas minhas mãos”. Jorge Trindade encara os jovens que se iniciam no debuxo como os herdeiros de um legado, os novos narradores de uma história têxtil que continua a ser escrita, linha por linha, trama por trama, em um tecido que é tanto da Covilhã quanto do mundo.
COVILHÃ ACOLHE PROJETO DEDICADO A OBRA DE MARIA MELLO GIRALDES
04-01-2024

COVILHÃ ACOLHE PROJETO DEDICADO A OBRA DE MARIA MELLO GIRALDES

A Covilhã está a acolher um projeto de investigação que tem como ponto de partida a obra de Maria Mello Giraldes, escritora natural da Covilhã que, em vida, se dedicou à escrita de poemas e contos. Desenvolvido por fases, este projeto conta com o apoio da Câmara da Covilhã, através da Biblioteca Municipal, e integra a realização de uma residência dramatúrgica/literária, o lançamento de uma antologia da obra da autora e a criação de um espetáculo artístico. Com coordenação da Associação Cultural “UM COLETIVO”, em colaboração de Silly Season e Teatro Estúdio Fontenova, este projeto integra a investigação “Ventriloquia”, que promove a pesquisa do espólio de literatura erudita, literatura e quotidiana, bem como do património oral de autoria feminina e em língua portuguesa do século XX.  Na Covilhã, esta pesquisa vai ser dedicada a Maria Mello Giraldes e será desenvolvida por três fases. A primeira decorre já nos dias 5,6 e 7 de janeiro e passa pela realização de uma residência dramatúrgica/literária, denominada “Memória da Matéria”. Ao longo dos três dias vão ser realizadas sessões que têm como foco textos inéditos da autora e nas quais vão participar elementos das companhias artísticas envolvidas, além de covilhanenses e da Comunidade de Leituras Nómadas. Estes textos vão ser lidos e interpretados pela primeira vez, permitindo desvendar e dar a conhecer a obra da autora.      Esta residência será ainda mote para a reflexão da escrita no feminino, bem como da ideia de literatura e da questão de género, a partir das experiências pessoais de cada participante. As sessões decorrem na Biblioteca Municipal. No dia 5, realizam-se entre as 19:00 e as 22:00. No dia 6, será entre as 10:00 e as 13:00 e entre as 14:00 e as 18:00.  Já no dia 7, domingo, a sessão decorre entre as 14:00 e as 16:00, sendo que, a partir das 15:00, é aberta ao público.   Esta sessão vai contar com a presença dos filhos da autora e permitirá apresentar o trabalho já realizado com vista ao desenvolvimento da dramaturgia do espetáculo. Na fase dois, que decorre no terceiro trimestre, vai proceder-se à criação do espetáculo em residência artística e ao lançamento da primeira antologia da obra de Maria Mello Giraldes. Para o último trimestre de 2024, está prevista a estreia do espetáculo, acompanhado da apresentação de um documentário sobre o processo de criação.  Maria Mello Giraldes é natural da Covilhã, onde estudou até aos 15 anos. A sua estreia literária ocorreu em 1978, quando são publicados alguns poemas na revista Loreto. Em 1983 é publicado o livro de poesia "5 espaços", pela &etc. Em1988 é publicado "Seis momentos", pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda.      
Tradições do Nosso Natal no Museu da Covilhã
12-12-2023

Tradições do Nosso Natal no Museu da Covilhã

“Tradições do Nosso Natal” é a temática pensada para o mês de dezembro no Museu da Covilhã, galardoado como Museu do Ano nos Prémios APOM 2022, e recentemente nomeado para os European Museum of The Year Awards – EMYA 2024. A Tertúlia “CANTOS AO MENINO” E “CONTOS À LAREIRA” / TRADIÇÕES DO NOSSO NATAL, terá lugar no próximo dia 14 de dezembro, às 17:00 horas, no Museu da Covilhã e contará com os convidados André Oliveirinha, António Valezim, José Luiz Adriano e a Casa do Povo do Paul, com moderação de Sandra Ferreira, coordenadora do MC. Esta atividade está inserida na iniciativa MC2– Movimentos Culturais Coletivos e desenvolve-se como uma conversa informal que pretende ser um momento de partilha com a comunidade, relembrando as tradições de Natal na Beira. O Natal é comemorado em várias partes do mundo, mas de maneira diferente que depende da cultura e das tradições de cada país, e que mudam de região para região. Os convidados para esta tertúlia cultural irão partilhar as tradições desta quadra na Beira e todo o ritual que a ela se associa. O Natal das Filhós; O Natal do convívio junto ao Madeiro depois da Missa do Galo; O Natal de todos, dos cristãos e ateus, crentes e livres-pensadores; O Natal que reúne todos, vindos das maiores distâncias, no aconchego e convívio santo da família. Convidamos todos a participar e a partilhar connosco os cantos, os contos e as tradições do Nosso Natal.
MEGA BOLO NEVÃO NO ARRANQUE DO NATAL COM ARTE
30-11-2023

MEGA BOLO NEVÃO NO ARRANQUE DO NATAL COM ARTE

A tradição do Mega Bolo Nevão Cidade da Covilhã volta a repetir-se já esta sexta-feira na Praça do Município, marcando o arranque do programa do “Natal com Arte 2023”, evento que começa às 15:00 e que decorre até ao dia 07 de janeiro, contando com inúmeras atividades que vão alimentar a magia desta quadra festiva.  Com o patrocínio da Jopama e a participação das padarias Pérola Doce e Colmeia Doce, o Mega Bolo Nevão Cidade da Covilhã trata-se de um dos mais representativos exemplos da pastelaria local, que retrata a neve através de um manto branco de açúcar em pó e alguns segredos que a tradição covilhanense adicionou. Será partilhado com a comunidade presente, numa ação repleta de simbolismo e bem representativa da solidariedade que marca o espírito natalício. A tarde será ainda marcada pela abertura da pista de gelo natural e pela chegada do Pai Natal à Praça do Município, bem como pela abertura da Aldeia Natal e da Casinha do Pai Natal, que estão no Largo Infantaria 21. O programa prolonga-se até ao dia 07 de janeiro de 2023 com a realização de inúmeras atividades, como exposições, concertos, espetáculos, oficinas e muito mais. Envolvendo diversas estruturas municipais, escolas, associações, juntas de freguesia e entidades do concelho, a edição deste ano também contará com a realização da Missa do Galo na Igreja da Nossa Senhora da Conceição e com a participação do Coro Misto da Associação Cultural da Beira Interior.  O objetivo é ser o mais abrangente possível e responder às expectativas de diferentes gerações.