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Município da Covilhã
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28-01-2026

MUSEU DE ARTE SACRA DA COVILHÃ EXIBE EXPOSIÇÃO DE FIGURADO DE BARCELOS

Na sequência da divulgação dos valores e costumes da herança cultural de Portugal, o Museu de Arte Sacra da Covilhã promove a exposição “Expressões do Fantástico”.
A exibição de peças de Figurada de Barcelos, da autoria de Pedro e Vítor Esteves da Mota, os Irmãos Pinga, Geração Mistério, estará patente até 02 de março, na Sala das Temporárias do Museu de Arte Sacra e poderá ser apreciada de terça-feira a domingo, das 10:00 às 18:00, com entrada livre.
A exposição foi inaugurada neste domingo. 
Os Irmãos Pinga pertencem à geração Mistério e por isso carregam nas mãos e na mente o saber de quem soube e sabe trabalhar o barro. As obras que criam refletem a verdadeira essência e o que de mais genuíno carateriza o figurado de Barcelos, com uma cor sem igual, vibrante e distintiva, que acompanha os traços das suas formas identificados por um estilo entre o ingénuo e o caricatural. Este, diferencia-se das demais expressões figurativas existentes em Portugal pela tipologia das representações que podemos classificar como expressões do fantástico. E é essa característica que torna o Figurado de Barcelos único e fortemente representativo da cultura portuguesa.


BIOGRAFIA
Irmãos Pinga | Os irmãos Vítor e Pedro nasceram na freguesia de Galegos (São Martinho) do município de Barcelos.
Vítor Domingues Esteves da Mota (1970) e Pedro Miguel Esteves da Mota, (1977) são os rostos que dão corpo à marca pela qual querem ser (re)conhecidos: Irmãos Pinga, Geração Mistério; preito ao legado da mãe, Conceição Mistério (Maria da Conceição Esteves Lima, 1946-2005) e também do seu avô Mistério (Domingos Gonçalves Lima, 1921-1995).
A sua jornada começou quando ainda eram crianças, aprendendo a dar forma ao barro com ela, modelando e pintando figuras deste e do outro mundo. Desde sempre fizeram peças, no entanto, só a partir de 2019 abraçaram em definitivo o Figurado. Vítor dedica-se ao Figurado a tempo parcial, enquanto Pedro assume o trabalho em barro como a sua profissão a tempo inteiro, complementando a arte do Figurado com o fabrico de peças de olaria.
Em nome próprio, com uma marca recente, vão conseguindo notoriedade através de criações únicas como: O Bem e o Mal, uma figura que fundiu um diabo e uma boneca, gémeos siameses, unidos pelo corpo, com duas partes distintas. As obras que criam têm uma cor sem par, vibrante e distinta, que acompanha os traços das suas formas identificados por um estilo entre o ingénuo e o caricatural. Para além destas, esta dupla de artesãos continua a manufatura dos famosos assobios de Barcelos: cucos, rouxinóis e ocarinas, bem como pífaros; peça do imaginário da região conhecidas pelos seus sons característicos, presentes em feiras e romarias.