Inspirado na imagem geológica — fragmentos de rocha transportados por forças naturais — este eixo propõe pensar o texto como matéria em deslocamento e atravessado por diferentes tensões. Depois de Miguel Castro Caldas e Raquel S., encontra-se agora em residência no TMC~, Bernardo Fortuna. O eixo prevê, numa fase posterior, um momento de conversa pública em torno dos processos de escrita, bem como a publicação dos textos desenvolvidos, culminando numa leitura encenada.
Bernardo Fortuna (1996), natural de Belmonte, viveu, estudou e trabalhou entre a sua terra natal, Lisboa, Roma e Bruxelas.
Apesar da presença indelével da literatura desde cedo, formou-se em Economia pela Universidade Nova de Lisboa, tendo trabalhado em consultoria de tecnologia, concorrência e no sector financeiro. Em 2022, ganha uma bolsa literária da Fundação Lapa do Lobo para a escrita de um romance, iniciando um período de maior dedicação artística. Desde então, publicou pequenos contos e textos em plataformas locais, entre eles o Jornal do Fundão e a revista literária Giesta, e teve os seus escritos numa exposição internacional em Maastricht.
Em 2023, colabora dramaturgicamente no projeto “Artes de arrebanhar e outras Transumâncias” do programa Odisseia Nacional promovido pelo Teatro Nacional D. Maria II com direção de Manuel Tur e Talkie Walkie. Ainda nesse ano, escreve a peça “Felizmente Sãozinha” – uma produção Comédias do Minho, dirigida por Manuel Tur – e publica o seu primeiro romance, O Grande Ato (CISMA, 2023), que se encontra agora na 2ª edição.
Em 2024 vence o prémio Energheia Portogallo, com o conto “A Ilha”.
Atualmente vive na cidade da Covilhã.